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Tendências

Todos anos as pessoas ficam atentas para saber quais serão as próximas tendências, do ano, da próxima estação... Seja sobre cores, moda, interiores, design em geral.

Alguns dizem que tendências nascem da observação do comportamento das pessoas, necessidades em geral, outros falam que tendências são criadas pela indústria que, usando psicologia, entendem muito bem o que vai nos fazer "enlouquecer" por um produto ou outro. A mim faz sentido que seja algo criado pela indústria já que, muitas vezes, compramos algo por ser tendência e "estar na moda", e não por uma necessidade, de fato.

Mas, afinal, porque todos se preocupam tanto com tendências? Bem, é do ser humano querer se sentir parte de um todo, ocupar um espaço. Consumir uma tendência, seja ela da moda ou tecnológica e, moda, nesse caso, me refiro ao que está muito em voga, te torna pertencente a um grupo.

Podemos nos perguntar, então, se designers costumam observar as tendências mercadológicas para desenvolver seus projetos. E eu diria que sim. O design é um serviço, ele serve pessoas, sendo assim, tem um objetivo final, prático, e precisa ter, não apenas utilidade (um bom design), mas precisa também ser bonito e, ainda que beleza/estética sejam relativos, o mercado/indústria, dita muito do que é belo ou não.

Entrar no mérito do que é bonito ou não, não é meu objetivo pois, como disse antes, é extremamente relativo. Devemos então seguir tendências? Aí vai da sua vontade.

Grandes designers como Karim Rashid e Marimekko, por exemplo, estão mais para criadores de tendências do que seguidores de tendências. Rashid tem em sua coleção de projetos, mais de 3000 objetos, além dos mais de 4000 designs em produção e quase 300 prêmios. Marimekko, por sua vez, que foi criada em 1951, consolidou sua marca com padrões simples e cores fortes que até hoje, após mais de 70 anos, ainda é copiada. Já fez parcerias com diversas marcas, como a Converse e, mais recentemente, com a Adidas.

Haveria então, um certo ou um errado para seguir ou não uma tendência? Eu, particularmente, creio que não. As tendências fazem parte da nossa rotina e vão continuar fazendo, são como se fossem guias para criações ao redor do mundo.

Principalmente designers que não tem um alcance tão grande quanto os já consolidados e, também, não conseguem ter investimentos para poderem ter maior visibilidade no mercado, precisam se adaptar a isso, ainda que, de todo modo, não devam perder a sua essência no que produzem.

Não é fácil unir as duas coisas, mas tudo são desafios.


Renata Rubim sobre cores...

"Cor. Tema fascinante para muitos, intrigante para outros. Para uns, matéria científica, para outros tantos, matéria sensorial, artística, criativa.

Cor pode ser discutida? E definida?

Eu tenho uma habilidade (inata) com cores, então acredito que posso levar isso em consideração quando sei que a natureza me dotou de equipamentos cerebrais mais apurados e sempre faço a comparação com quem é músico e tem "ouvido absoluto" e sabe afinar um instrumento sem qualquer dúvida.

A "certeza" de saber quando há harmonia numa combinação, ou numa narrativa cromática, me garante que quem a possui, sabe do tema. Sou uma pessoa totalmente desafinada para música e isso me ajuda a entender quando alguém desafina nas cores. A Natureza foi sábia em me fazer assim: dotada numa área e sub-dotada em outra.

Bom, mas eu trouxe no título a palavra "tendência". Muita gente é levada a acreditar que tem de seguir tendências, que as tendências regem o mercado, a moda, etc.

Sim, o mundo não é estático e ocorrem mudanças que vem de inovações geradas por criativos e que levam a gente a olhar as coisas de novos pontos de vista. Por exemplo, a cada ano marcas famosas ditam a cor daquele ano para mostrar que durante aquela temporada vão colocar o foco alí. Este ano, o violeta é uma dessas apostas.

Isso quer dizer que todo mundo vai usar violeta, não só na moda, mas também em produtos? Já pensou que entediante uma manada roxa? Minha opção é entender que por um lance de marketing a empresa decretou a cor (há vários fatores por trás dessa escolha) e eu posso aproveitar de uma maneira pontual o uso dela para mostrar que estou "antenada", mas não tenho obrigação dela me reger totalmente.

A tendência tem que ser observada já que é uma manifestação que surge de setores de inovação e marketing e faz com que haja movimento e circulação de renda, gerando, inclusive, empregos."

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